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Empresas pedem intervenção da UE em mercado de carbono para incentivar fontes renováveis Envie para um amigoImprimir

Em uma carta endereçada para autoridades da União Europeia, treze das maiores companhias de energia presentes na Europa, incluindo E.On, Shell e General Eletric, recomendaram que sejam retiradas do Esquema de Comércio de Emissões (EU ETS) 1,4 bilhão de permissões em excesso, uma manobra que ajudaria a levantar o preço do carbono.

O interesse das companhias se justifica como uma defesa aos investimentos que já foram feitos em tecnologias limpas e fontes alternativas. Segundo a carta, a venda de créditos no mercado de carbono deve ter um papel maior no financiamento das inovações no setor elétrico.

“Pedimos que sejam revistas o mais rápido possível as regras do EU ETS e que a proposta do Comitê de Meio Ambiente do Parlamento Europeu, de retirar 1,4 bilhão de permissões seja adotada”, afirma o documento.

“Associações e companhias estão apostando em inovação e competitividade. Esta é a melhor maneira para estimular o crescimento e a geração de empregos na Europa. É por isso que a Comissão Europeia vai apresentar ainda em julho uma revisão para a terceira fase do EU ETS [2013]”, declarou Isaac Valero Ladrón, porta-voz da comissária de ação climática europeia Connie Hedegaard, em entrevista ao portal EurActiv.

O preço dos créditos nos últimos meses tem flutuado entre €6 a €8, quando é estimado que um mínimo de €20 seria necessário para incentivar mudanças nos processos industriais e incentivar investimentos em tecnologias limpas.

(Por Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 28/06/2012)

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