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Modelos climáticos apontam chegada de El Niño até setembro Envie para um amigoImprimir

Fenômeno ocorre por aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Centro-Sul do Brasil tem tido chuvas em volumes atípicos para esta época

Um relatório do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) divulgado nesta sexta-feira (22) mostra que vários modelos de previsão climática sinalizam o possível desenvolvimento de condições de El Niño entre julho e setembro.

O fenômeno é caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos, afetando o regime de chuvas nessas regiões.

"Ainda é cedo para dizer se está se configurando um El Niño, é uma fase de transição de águas mais frias para mais quentes, temos que ver no decorrer do trimestre. É um fenômeno em evolução", disse o meteorologista Felipe Farias, do Cptec, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe).

Previsões do Cptec/Inpe, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos centros estaduais de meteorologia apontam para maior probabilidade de chuvas acima da média em uma faixa central que engloba o sul do Centro-Oeste, o Sudeste e o norte da região Sul.

O grupo que reúne os meteorologistas deve voltar a se reunir em meados de julho para avaliar as condições climáticas, que poderão confirmar ou não a configuração do El Niño, e também a intensidade do fenômeno.

A região Centro-Sul já vem de um período atipicamente chuvoso, com chuvas bem acima da média histórica para junho. "As precipitações ocorrem por causa de uma frente estacionária, combinada a áreas de baixa pressão nos níveis elevados da atmosfera", disse Farias, do Cptec/Inpe.

A cidade de São Paulo, por exemplo, registrou o mês de junho mais chuvoso desde 1943, quando se começou a medição. E um padrão semelhante, com chuvas muito acima da média, também é visto em todo o estado de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul e norte do Paraná.

A questão climática está no foco do setor sucroalcooleiro, uma vez que chuvas interrompem a colheita e afetam a moagem da cana, além da produção e o escoamento do açúcar em dois importantes portos brasileiros.

Chuvas em volumes atípicos para esta época também têm afetado os trabalhos de colheita de café no Brasil, segundo fontes do setor. O país é o maior produtor global de café e açúcar.

(Reuters / G1, 22/06/2012)

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