Informativo

Mineração, Processos Industriais

Novos investimentos logísticos da Alcoa e da Vale são revelados Envie para um amigoImprimir

As companhias Vale e Alcoa estão em processo de expansão logística neste início de semestre. Enquanto a primeira investe na frota de graneleiros e na eficiência portuária, a segunda anunciou que a sua movimentação de carga vai aumentar com o início de operação, programada para setembro, de uma das maiores minas de bauxita do mundo, localizada em Juruti, no oeste do Pará, obra orçada em US$ 1,5 bilhão, que inclui uma ferrovia e um porto, no caso o terminal da empresa, em São Luís.

No caso da Vale, a mineradora não confirmou oficialmente - embora não tenha negado - que comprou um navio graneleiro por US$ 25 milhões. A embarcação, do tipo VLOC (Very Large Ore Carriers), seria a nona aquisição deste ano. Neste caso, o silêncio da empresa tem duas explicações: a crise financeira mundial, que reduziu as exportações de minério de ferro para a China, maior compradora da Vale; e a própria China, que anunciou a descoberta de uma jazida gigantesca de minério em seu território, o que pode significar uma retração drástica no mercado internacional da commodity.

Cabe ressaltar que, em agosto do ano passado, quando ainda não se cogitava a crise mundial, a Vale assinou um contrato com a Rongsheng Shipbuilding and Heavy Industries, da China, para a construção de 12 navios VLOC, cada um com capacidade de carga de 400 mil toneladas (DWT). A previsão de entrega do primeiro navio foi início de 2011 e o restante até o final de 2012. No total, o investimento totalizava US$ 1,6 bilhão.

Eficiência
A mineradora não revelou oficialmente seus projetos na área naval, entretanto, um estudo do Departamento de Engenharia Naval da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que o Porto de Tubarão (ES) é o mais eficiente do mundo para exportação de minério de ferro. A pesquisa teve como base o chamado "giro de pátio", ou seja, a utilização de área de estocagem. No caso de Tubarão, o giro é de 31,08 vezes. A média mundial é de 15 vezes. Quanto maior o giro, mais eficiente é o uso da capacidade estática disponível.

O estudo da USP foi coordenado pelo professor Marcos Pinto, que comparou nove portos de exportação de minério de ferro no mundo. O de Tubarão tem a maior produtividade por berço de atracação, com um volume médio de 32,43 milhões de toneladas exportadas. Outro porto da Vale, o Terminal Marítimo Ponta da Madeira (TMPM), em São Luís (MA), é o terceiro em produtividade por berço, com 27,04 milhões de toneladas. Já o de Port Headland, na Austrália, chega a 27,57 milhões de toneladas.

De 2004 a 2008, a Vale investiu em logística US$ 5,15 milhões e planeja dobrar o valor, para US$ 11,4 bilhões, de 2009 a 2013. Somente neste ano, segundo o orçamento revisado apresentado pela empresa em maio, será gasto US$ 1,858 bilhão.

Bauxita
A multinacional norte-americana Alcoa anunciou que vai inaugurar, em setembro, a sua mina de bauxita, empreendimento orçado em US$ 1,5 bilhão, localizado em Juruti, no oeste do Pará. O investimento vai além e inclui uma ferrovia e um porto. A empresa acredita que o potencial da mina seja de 700 milhões de toneladas de bauxita. O produto vai abastecer a Alumar, em São Luís (MA), onde será transformado em alumina (usada na fabricação de vários produtos, inclusive de pasta de dente) ou alumínio.

O fato de a mina estar no meio da Floresta Amazônica exige um complexo sistema logístico. Da extração até o embarque, são 55 quilômetros de distância. Por isso, tudo é automatizado. A bauxita extraída é levada até a planta de beneficiamento por meio de caminhões. Depois o minério é transportado em esteiras até grandes reservatórios, onde passa por um processo de lavagem para a retirada do excesso de terra. Em seguida, segue de trem até o porto. Lá, uma série de esteiras conduz a bauxita até o navio, que segue 1,6 mil km até a Alumar.

Para construir a infra-estrutura do complexo, a Alcoa usou 7 milhões de toneladas de trilhos, 110 mil dormentes, 28 milhões de metros cúbicos de terra e 400 mil metros cúbicos de brita. No auge da construção, em setembro, o canteiro de obras abrigou 9,5 mil pessoas contratadas por 60 empreiteiras.

(O Estado do Maranhão / Fórum Carajás, 15/07/2009)

« Voltar

BuscaBusca

Conheça nossos parceirosParceiros

BuscaTags